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Adeus sacolinhas plásticas

Ontem à noite fui pela primeira vez ao supermercado após o início do acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o governo paulista que aboliu as sacolinhas plásticas que acompanhavam nossas compras. Vou contar pra vocês um pouco do que foi minha experiência.

Após um dia cheio de trabalho e um baita trecho de trânsito, chego em casa esbaforida, pego minha mãe e saio para o supermercado. No meio do caminho, ela alerta: “Filha, esqueci a bolsa… mas as sacolas estão comigo!” Tudo bem, eu pagaria as compras, mas ao menos alguém se lembrou que, a partir de agora, se eu não quizer deixar tudo soltinho no carro, preciso andar com minhas sacolas reutilizáveis.

Passada essa primeira etapa do quase esquecimento das tais sacolas, chegamos ao supermercado.

“Mãe, não vamos levar nossas sacolas?” disse eu à dna Sueli. “Não filha, vamos observar como as pessoas farão. Depois a gente embala quando voltarmos ao carro.” Tudo bem, lá vamos nós.

Fizemos nossas compras bem rapidinho. Fazia tempo que eu não ia ao mercado depois das 20h. Um sossego só, eu recomendo. Eis que então, chega o momento mais esperado: a hora de passar pelo caixa. Como de costume, a caixa me saudou com um “boa noite”, perguntou a forma de pagamento e se eu queria CPF na nota. Em seguida, começamos a passar as compras.

Passa a carne, passa os frios, passa os produtos de limpeza, passa o saquinho de plástico com limões… Ops! Eu disse, SAQUINHO DE PLÁSTICO com limões? Irresistível não usar aquele saquinho. Foi mais forte do que eu. Tive uma recaída: comecei a colocar um monte de coisas junto com os quatro limõezinhos. Foi um verdadeiro festival.

Passado meu surto momentâneo de abstinência, continuamos a colocar as compras no carrinho. Todas soltas, perdidas, bombril ao lado de salsicha… Mas certamente não mais perdidas que o olhar da mocinha cuja função até uns dias atrás era… Empacotar!

E sabe que no final das contas eu até que #curti a tal das compras sem sacolinhas? Confesso que era muito chato ter que ficar desgrudando aquelas sacolas enquanto a caixa insistia em ser mais rápida do que eu. E outra, ao chegar em casa eu não precisaria tirar tudo da sacolinha e encaixá-las umas dentro das outras à espera de uma lata de lixo acolhedora.

Fim das compras. Agora você deve estar pensando: e as sacolas retornáveis da dna. Sueli? Pois bem, estavam no porta-malas à nossa espera. Só que elas não estavam sós: mamãe fez o favor de incluir uns saquinhos escondidos dentro delas. “Mas mãe, o que é isso!?” disse eu caindo na risada. “Saquinhos filha. Olha só: aqui a gente guarda os congelados. O restante você coloca nas sacolas recicláveis. Que prático, que divertido!”

Dizem que nossas sacolinhas duram uns 100 anos no meio ambiente. Não se preocupe com a falta de sacolinhas no supermercado. Você ainda tem uns 100 anos para usar as que voce tem em casa. E o saco de lixo? Bem, ai é outra história.

O Rio de Janeiro continua…

Rio: foto divulgação
Rio: foto divulgação
Por Elaine Martins

Acabo de voltar do cinema após  assistir a animação que  liderou as bilheterias mundiais no mês de abril: Rio.  Já havia ouvido muitas coisas boas a respeito deste filme, cuja temática gira em torno do tráfico e venda de pássaros brasileiros no exterior. O filme conseguiu retratar de maneira muito simples e objetiva esta dura realidade porém, olhos atentos podem tirar lições mais profundas a respeito deste sucesso de bilheterias.

A fidelidade das belíssimas paisagens cariocas, o colorido do carnaval brasileiro e o enredo leve que agrada o público infantil (aliás, a sessão de hoje à tarde estava repleta de crianças) deve ter conseguido transmitir a mensagem a respeito do insustentável tráfico de animais. Do lado de cá do mundo adulto e fora da telona, porém, a realidade pode ser muito mais amarga e certamente não seria plausível de um filme com classificação livre.

De acordo com estudos a respeito do contrabando ilegal de animais silvestres, que vai muito além de apenas aves raras, 9 entre 10 animais traficados não chegam vivos ao destino. Uma crueldade de tamanho comparável somente ao da ganância das pessoas envolvidas e, principamente, da ignorância dos compradores que sustentam essa rede criminosa.

Para os expectadores mais atentos, há mais detalhes que chocam: Rio também trouxe à tona, de maneira sensível e comovente, a problemática  do aliciamento e exploração de menores para o crime. O garotinho que trouxe as araras azuis para o bando que as traficava era órfão e, aparentemente, morador de rua. Era um menino nitidamente sem perspectivas, que vivia em estado de profunda pobreza e que concordou em contribuir com a caça aos protagonistas do filme por míseros reais que o ajudariam a sobreviver nos próximos dias.

Quem assistiu ao filme sabe que este teve seu final feliz. Contudo, do lado de cá da telona, é responsabilidade da sociedade buscar entender o processo envolvido na compra de animais. Com essa matança da nossa fauna, pergunto-me até quando o Rio de Janeiro continuará lindo.

Participe do Megaevento do Ano Internacional das Florestas

por Alessandra Martins

Nas últimas semanas, a Mídia e a população em geral têm falado bastante sobre a restrição do uso das sacolas plásticas e da votação do Novo Código Florestal. A importância do debate e de propostas de ações relacionadas a este assunto têm ganho cada vez mais voz e mais espaço, como o representado pelo Megaevento realizado pelo Instituto Humanitare, com a chancela do HSBC, nesta sexta-feira, 03/06/2011. Dê uma olhada no link abaixo, e fique por dentro de tudo que rolará neste Megaevento. Não perca esta oportunidade, e faça já a sua inscrição! http://humanitare.org/florestas/

Dicas para um casamento sustentável

por Alessandra Martins

Estes dias, como de costume, estava dando uma olhada nas notícias na Internet, e eis que encontrei uma sobre “10 passos para um casamento do bem”, que acho que poderia ser chamada de “Dicas para um casamento sustentável”.

Mesmo que você ainda nem tenha pretensão de se casar, há sempre um conhecido que tenha este desejo ou esteja em vias de! Por isso, como um consumidor, mas antes de tudo um cidadão cada vez mais consciente, vale a pena dar uma lida nas dicas da matéria veiculada no ig delas. Clique aqui e saiba mais.

Prêmio Empreendedor Social 2011

por Alessandra Martins

Com mais benefícios a finalistas e vencedores, estão abertas até 1º de maio as inscrições para o 7º Prêmio Empreendedor Social e o 3º Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro. Os concursos buscam líderes sociais que atuam de forma inovadora, sustentável e com forte impacto na sociedade e em políticas públicas.

Neste ano, além de reconhecimento na mídia e em evento que reunirá lideranças acadêmicas, empresariais, públicas e sociais, todos os finalistas terão acesso a benefícios para aprimorar sua formação e a gestão da organização.

O vencedor do Empreendedor Social 2011 receberá uma auditoria independente e integrará a rede mundial de Empreendedores Sociais de Destaque da Fundação Schwab, parceira da Folha nesse prêmio, que é realizado em todos os continentes.

Também será convidado a participar, com despesas pagas, da reunião do Fórum Econômico Mundial para a América Latina em 2012 e, dependendo do perfil, da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 2013.

“Nos fóruns, há uma troca de know-how entre empreendedores sociais e lideranças empresariais, políticas e de mídia, com o objetivo de catalisar mudanças sociais em larga escala”, explica Mirjam Schoening, diretora da Fundação Schwab.

Já o vencedor do Empreendedor Social de Futuro receberá uma bolsa no MBA de Negócios Sustentáveis em 2012, além de uma consultoria de gestão por dez dias.

As inscrições podem ser feitas somente pela internet até o dia 01/05.

Para mais informações, inscrições e regulamento completo, acesse o site: http://www.newsdoplaneta.com.br .

Distribuição de cata-pilhas na rede de Drogarias São Paulo

Após um proveitoso dia de trabalho e uma breve parada na Drogaria SP chego em casa, abro minha sacolinha e tiro meus remédios. Contudo, para minha surpresa, nela não havia apenas minhas compras, mas também duas caixinhas para montar: trata-se de cata-pilhas.

Mesmo eu sendo cliente regular da Drogaria SP,  até então não tinha recebido essas simpáticas e úteis caixinhas. Por este motivo decidi quebrar o jejum de algumas semanas sem escrever aqui no BLOG para compartilhar essa apreciável iniciativa!

Procurei saber mais sobre o assunto, que até então era novidade para mim. Descobri que desde 2004 a rede de drogarias recolhe pilhas e baterias usadas em todas as unidades no estado de São Paulo, e que desde meados de outubro de 2010 distribui esses cata-pilhas.

De fato, os cata-pilhas são um grande aliado do meio ambiente. De acordo com o Projeto Participe e Recicle, pilhas e baterias possuem em sua composição química metais pesados tais como mercúrio, chumbo, lítio, níquel, bismânio e cádmio que trazem danos irreversíveis à saúde humana e ao meio ambiente em caso de destinação ambientalmente incorreta e inadequada, como lançamento em lixões, aterros não controlados, cursos d’água e reservas ambientais.

A iniciativa da Drogaria SP de ajudar a população a fazer o descarte correto de pilhas e baterias é, de fato, bastante elogiável. Contudo, pela própria natureza de seu negócio, acredito que a Drogaria poderia investir também na conscientização e incentivo à coleta de remédios vencidos, uma vez que seu descarte inadequado causa riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Fica a dica!

Confira a matéria do JN sobre o tema “Remédios vencidos ainda não têm destino certo nas casas brasileiras”
Você deve gostar também: Reciclagem de pilhas e baterias em escolas de SP

A importância e a força da mulher na sociedade atual

por Alessandra Martins

Eis que após um bom tempo colaborando com o Sustentabylidade por meio do envio de matérias que eu lia, achava interessantes e as retransmitia à Elaine, estreio, finalmente, o meu primeiro post, e nada mais adequado do que falar de nós, mulheres, neste nosso mês internacional.

A temática em relação às mulheres está em voga, ainda mais em nosso país, presidido pela primeira vez na história por uma representante do gênero feminino, e as iniciativas com foco nas mulheres estão tomando cada vez mais forma.
Segundo um artigo publicado pela revista Poverty in Focus – http://www.ipc-undp.org/pub.do, o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) poderá ser mais rápido e efetivo se os planos para cumprir as metas incluírem ações em prol da igualdade entre os sexos, pois se não for adotada uma perspectiva de igualdade de gênero, os esforços para conseguir uma redução sustentável da pobreza e contribuir para um crescimento equitativo ficarão comprometidos.
Os pesquisadores deste artigo, intitulado Progresso na Igualdade de Gênero após 2015, propõem que para combater a pobreza, seja facilitado o acesso das mulheres a recursos como terra e equipamentos, já que na zona rural, onde se concentra a maior parte dos pobres do mundo, muitas delas são responsáveis pelo sustento da família.
Para reduzir a mortalidade na infância, é fundamental a melhoria da saúde materna e reprodutiva, visto que há uma forte ligação entre o fortalecimento do papel da mulher e a melhoria da saúde, da nutrição e da educação das crianças.

Apesar das mudanças de determinados paradigmas sociais serem difíceis, é preciso dar às mulheres mais acesso a crédito e capacitá-las para o empreendedorismo, o que já começou a ser feito, desde o dia 23/03/11, pelo governo brasileiro, por meio da assinatura de um protocolo de intenções para apoiar o empreendedorismo feminino e a geração de trabalho e renda por meio do Microcrédito Produtivo Orientado.
O objetivo deste protocolo é garantir, por meio do Microcrédito, a autonomia econômica das mulheres com condições de acesso ao crédito, de forma sustentável, e demais serviços financeiros que possibilitem o desenvolvimento de atividades empreendedoras que geram emprego e ampliam a renda das famílias, uma vez que a sustentabilidade econômica das mulheres é considerada um dos fatores de sucesso para erradicação da miséria.
Além disso, é necessário, apesar da promulgação da Lei Maria da Penha, o endurecimento das leis contra a violência doméstica ou de gênero, já que em pleno século 21, é um problema que muitas mulheres ainda enfrentam, e que não pode ser mais tolerado, frente à importância feminina na sociedade.

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